junho 12, 2009

Wuthering Heights

Esse clip é para uma amiga muito querida!!!



(Música de Kate Busch do filme "Wuthering Heights" ("O Morro dos Ventos Uivantes" -1992))

junho 10, 2009

Sou uma Louca dos Gatos


Teste muito divertido, quer fazer? Aqui.

junho 05, 2009

Os Homens Preferem as Loiras?

Ta ai uma pergunta que eu tenho me feito ultimamente, divagando...


Sempre fui uma pessoa que gosta de observar, digamos, o mundo a minha volta e noto que sempre que uma loira passa pela rua os homens quebram o pescoço para olhar, os homens que tem namoradas, mulheres, o que for, loiras parecem que se acham mais do que os outros, será isso alguma espécie de encanto? Será que a cor loira chama mais atenção do que as outras? Será que pintar o cabelo de loiro faz a mulher ficar mais atraente? Será que as loiras se divertem mais (como dizem por ai)?

Hoje pela manhã comecei a me questionar sobre isso, isso tudo porque no caminho para pegar o ônibus vi um casal o rapaz com o seu cachorrinho poodle levando a namorada, loira, até a parada do ônibus numa manhã fria de sexta-feira, podia até virar uma história de romance, mas enfim, a rapaz andava como se fosse o tal, admito que a namorada era até que bonitinha, loira e como a maioria das loiras era uma paty, isso é outra coisa que me chama a atenção, porque às loiras, quase todas e como todo a regra ha as suas exceções, são patys? È quase um pré-requisito para ser loira. As morenas não são assim, ta certo algumas são bem patys, mas uma boa parte das morenas não o são, as ruivas (pelo menos as que eu conheço) também não o são, na verdade são mais, digamos alternativas, as castanhas (que palavrinha feia) são mais digamos normais.

Mas voltando ao casal, e por onde eles passavam tinha um outro que virava a cabeça para olhar a namorada loira. Será algo na tintura? Queria saber.

E quanto aquele velho estereótipo lançado pelo Gabriel O Pensador, pelo que eu lembro, “loira burra”, bem, por favor, não me crucifiquem, mas vamos combinar que tem umas cabecinhas por ai que fazem muito bem jus a isso e digo mais (não me matem) eu particularmente, conheço bem poucas, mas poucas mesmo, loiras que são inteligentes, ou com algum cérebro ativo na cabeça. Analisando este ponto pergunto, será que a água oxigenada afeta os neurônios? Será que ela penetra no cérebro através da raiz e causa danos?

Fico imaginando como seria o cérebro de uma loira e só consigo imaginar os neurônios todos loirinhos, chapados (no sentido te terem usado chapinha), mega produzidos e totalmente perdidos, hehehhehe no mínimo a visão é engraçada, mas não é pré-conceito (mesmo parecendo) até porque já fui loira (sim eu confesso), mas não era burra, não que eu seja um gênio, mas da para o gasto, não me diverti mais do que quando estava como outras cores no cabelo, mas uma coisa eu devo confessar os rapazes me olhavam mais, e devo admitir que me sentia mais bonitinha.

Gosto de ser ruiva (cabelo pintado ok), sempre chama atenção quando uma ruiva entra em um lugar, mas não é como uma loira que olham pelo fato de ser loira, mas sim pelo fato de ser diferente, ou melhor, pelo fato de ter o cabelo vermelho. Talvez eu vire loira novamente.Quem sabe?!

Fica ai a pergunta, ou perguntas, se alguém souber me responder, por favor, fique a vontade.

P.S. = Loira que eu admiro muito é a Marilyn Monroe, acho ela uma mulher linda, talentosa, charmosa, enfim um exemplo a ser seguido, mesmo com suas controvérsias.

junho 04, 2009


É estranho, mas as vezes eu tenho me sentido imensamente sozinha. Parece que um vazio toma conta e a solidão bate fundo no peito e nesses momentos me sinto tão só, com uma vontade de me afundar em uma cama quentinha e chorar toda essa solidão.
*
*
"Solidão não é falta de gente para conversar, namorar ou fazer sexo...
Isto é carência.
Solidão não é os sentimentos que experimentamos pela ausência
de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
ás vezes para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro voluntário que o destino nos impõe
compulsoriamnete para que revejamos a nossa vida...
Isto é um prinicípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isso.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma."

(Francisco Buarque de Holanda)




maio 26, 2009

Lado Negro da Força


Já escrevi pelo que lembro umas duas outras vezes aqui no blog sobre o lado negro e obscuro que todos nos temos, sim TODOS temos, por favor, não venham me dizer "Eu não tenho", pois é a maior mentira e quem acha que não tem um lado negro, um lado mal está enganando a si mesmo.
O meu anda vindo à superfície com uma certa freqüência que até está me fazendo pensar a respeito.
É estranho, mas tenho certeza que estes aparecimentos, ou melhor, manifestações do meu lado sombrio é por uma boa causa, por mais louco e insano que isso poça parecer. Ele tem se manifestado em momentos bem específicos e digo mais, em momentos em que eu realmente preciso dele, ou seja, em momentos que eu preciso ser má, com o coração gelado (me lembrei do vilão do desenho dos Ursinhos Carinhosos - o Coração Gelado, hehehehe), fria e quase calculista.
Digo isso porque estou bem cansada de certas coisas, de certas atitudes das pessoas ao meu redor e este meu lado negro tem me ajudado a eliminar, a cortar de minha vida essas pessoas, é bem como dizem que "devemos cortar o mau pela raiz" e é isso que estou, ou melhor, que vou começar a fazer. Todas as pessoas que tem atitudes que não me agradam, que me fazem de boba, que acham que eu sou uma palhaça, que me magoam, que mentem, ou são falsas eu irei cortar da minha vidinha, sem dó nem piedade, sim porque Eu não quero pessoas desses tipos por perto, quero pessoas legais, de boa índole (coisa de Vó) ao meu redor. Já não estou mais na idade para aturar certas coisas, cansei de infantilidades, de disse que me disse, de enganação, de arrogância.
Chega!
Bem vindo o lado negro da força!!

maio 19, 2009

♥♥♥ ODE AO GATO ♥♥♥


Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso.Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?
Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

"Falso", porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.

Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige.

Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso.

Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta. Nada diz, não reclama. Afasta-se. Quem não o sabe "ler" pensa que "ele não está ali". Presente ou ausente, ele ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, ele está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.

O gato vê mais e vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente a nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério. O gato é um monge portátil à disposição de quem o saiba perceber.

Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio monge, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado.

(Artur da Távola)

maio 15, 2009

Parabéns Para Mim!!!!


Feliz Niver de 30 aninhos pra mim!!!!

maio 14, 2009

Na Casa dos 30


Pois é estou ficando velhinha, não melhor, estou ficando mais experiente, estou chegando na casa dos 30, estou virando uma balzaquiana (adoro essa palavra) e claro que muitas coisas passam pela minha cabeça, estou preocupa, sim estou, estou em crise, não, não estou.


Há um tempo atrás estava conversando com uma grande amiga minha exatamente sobre estar chegando aos 30 anos e chegamos a uma conclusão, o que da medo, o que apavora é que quando tinhas 18 anos pensávamos que com 30 seriamos independentes, teríamos nossa casa, teríamos viajado horrores, seriamos mulheres de sucesso e na verdade não estamos assim, essas coisas não aconteceram (ainda, vamos ter pensamento positivo) e isso é o que frustra.


Confesso que estou achando estranho estar fazendo 30 anos, é como estar realmente me tornando uma adulta de verdade, uma verdadeira mulher, mesmo não me sentindo como tal, na verdade não me sinto uma mulher (não no sentido físico, se é que me entendem) e nem me sinto uma menina, estou em algum lugar no caminho de uma para a outra.


Mas estou tranqüila, aprendi muito nestes anos todos, tive muitas experiências, tanto boas como ruins e sempre tirei algum proveito de todas elas, amadureci mais um pouco, me conheci mais e acima de tudo vivi eventos fenomenais que marcaram a minha vida em diversos sentidos, conheci pessoas (algumas maravilhosas, outras nem tanto), me afastei de pessoas, amei, fui amada, tive decepções, sonhei, enfim fiz muitas coisas e não me arrependo nadica de nada.


Uma vez escrevi num post de uma amiga (que tb entrou na casa dos 30 este ano) o seguinte "acho que os 30 são o inicio, o inicio de uma nova fase na nossa vida, onde podemos continuar sendo jovens adolescentes, com um pouco de sabedoria e experiência”e me sinto bem assim, é como se eu estivesse em uma nova adolescência, só que dessa vez com uma cabeça melhor, mais aberta para novas experiências e aprendizados e com uma carga de sabedoria adquirida da melhor forma possível, pela própria vida , o que, ao me ver, ajuda muito mais.


Estou feliz de estar fazendo 30 anos e só tenho uma coisa a dizer "Que venha os 30!”.

maio 13, 2009

Cansei

"Cansei!
Simplesmente cansei!
Cansei de carregar
o mundo nas costas,
minhas forças já não agüentam
mais o peso dos problemas,
problemas que a maioria
não são meus.
Cansei de querer,
de tentar ajudar
e só receber
pedradas em troca.
Cansei de falar, de conversar
sempre sobre a mesma coisa
e nada nunca adiantar.
Cansei de tentar entender,
de ser compreensiva e
nunca ser entendida.
Cansei de engolir sapos,
de ouvir desaforos.
Simplesmente cansei!
Cansei de não reconhecerem
a minha ajuda,
de falarem o que querem,
a hora que querem,
sem se importar
se magoa ou não
Cansei de ser ofendida
e ter que calar.
Cansei de não pedirem desculpas.
Cansei!
Simplesmente cansei!"
(By Lé)

maio 11, 2009

Patinhas

Eu adoro apertar as almofadinhas dos meus gatos e achei essa patinha no Reino da Almofada e achei o máximo, para quem quiser também é só entrar aqui, escolher a sua e postar.

maio 05, 2009

Que livro você é?

Recebi um e-mail de uma amiga com este teste e achei bem legal, entra aqui e descubra que livro você é.
Para mim deu este livro :
"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis
"Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem."Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado. "

abril 30, 2009

Mulheres possíveis

Não adianta, eu adoro a Martha Medeiros, acho muito bons os textos dela, sempre acabo me identificando, ou achando algo interessante que se encaixa com o momento que estou vivendo.
E sendo assim ai vai mais um texto dela.
*
*
"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."
*
*
Realmente, precisamos aprender a dizer Não, a deixar de cuidar dos outros e cuidarmos de nós.
Temos o direito, ou melhor, o dever de nos preocuparmos com nós mesmas, deixar as coisas de lado e simplesmente curtir as coisas que gostamos.

abril 22, 2009

Aprecie o silêncio

" Emoções são intensas

Palavras são triviais

Os prazeres ficam

E a dor também

Palavras não fazem sentido

E são esquecidas

Tudo o que eu sempre quis

Tudo o que eu sempre precisei

Está aqui em meus braços

Palavras são desnecessárias

Elas podem só causar mal

Aprecie o silêncio... "

(Martin Gore)

março 17, 2009

Amigos

Para alguns não importa a espécie.

março 11, 2009

Na Onda dos Super-Heróis


Vi no blog da e óbvio que tinha que brincar.

março 07, 2009

Ensaio sobre a Cegueira - Livro


Acabei de ler o livro "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago, na verdade eu devorei este livro, pois o li em três dias e simplesmente adorei. Adorei!!
Sempre ouvi, e até mesmo achava, que Saramago era meio difícil e chato de ler por seus parágrafos intermináveis e por ser em português de Portugal, mas com este livro a leitura fluiu que foi uma beleza. Pode ser que isso tenha acontecido pelo fato de já ter visto o filme baseado nesta obra, que por sinal se manteve muito fiel ao livro (já comentei sobre o filme aqui), mas quando comecei a ler não conseguia parar, só queria ler mais e mais.
Acho que este livro trata muito bem como o ser humano lida com certas adversidades, neste caso a cegueira leitosa, onde as personagens pareciam estar mergulhadas de olhos abertos em um mar de leite, onde o confinamento coloca as personagens em uma situação de caos e estas passam a ser meros seres humanos animalizados tentando sobreviver e deixando os seus instintos mais básicos (fome, sexo, necessidades escatológicas, ...) falarem mais alto, perdendo assim toda e qualquer noção de uma sociedade civilizada.
O livro já começa duro e assustador, pois logo nas primeiras linhas lemos "Estou cego" e a maneira como Saramago escreve, com poucos pontos, muitas vírgulas e um discurso corrente, faz com os acontecimentos passem e se desenrolem pela nossa mente com uma velocidade absurda, e o fato do autor não dar nome a cidade, não datar os fatos ocorridos e manter no anomimato as suas personagens, só as conhecemos por pequenas alusões tais como "a mulher do médico", "o primeiro a cegar", "a rapariga de óculos escuros", faz com que a nossa imaginação entre em ação, em vários momentos parei a leitura para imaginar como seria e como agiríamos (sociedade, autoridades) em uma situação parecida.
Este livro nos faz pensar, mostra como o ser humano pode ser baixo, "descivilizado" e até mesmo grotesco em situações caóticas e fica uma pequena dúvida assustadora: "É assim que nós (seres humanos) realmente somos?".

Essas partes eu tirei do livro e elas realmente significaram algo importante para mim.

"A mulher do médico disse, Todos temos os nossos momentos de fraqueza, ainda o que nos vale é sermos capazes de chorar, choro muitas vezes é uma salvação, há o casiões em que morreríamos se não chorássemos, ..." (p. 101)

"... o certo e o errado são apenas modos diferentes de entender a nossa relação com os outros, não a que temos com nós próprios, nessa não há que fiar, perdoem-me a prelecção moralística, é que vocês não sabem, não o podem saber, o que é ter olhos num mundo de cegos, não sou rainha, não, sou simplesmente a que nasceu para ver o horror, vocês sentem-no, eu o sinto-o e vejo-o, e agora ponto final na dissertação, vamos comer. Ninguém fez perguntas, o médico só disse, Se eu voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhes a alma. A alma, perguntos o velho da venda preta, Ou o espírito, o nome pouco importa, foi então que surpreendentemente, se tivermos em conta que se trata de pessoas que não passou por estudos adiantados, a rapariga dos óculos escuros disse, dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos." (p.262)

março 01, 2009

Sentindo Assim ...

"Vi minha vida se desenrolar diante de mim como uma figueira de um conto que havia lido. Da ponta de cada ramo, um gordo figo roxo acenava e me seduzia com um futuro maravilhoso. Um figo significava um marido e um lar feliz com filhos, outro era uma poetisa famosa, outro uma professora, outro era Esther Greenwood, a surpreendente editora, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro Constantin e Sócrates e Átila, um bando de amantes com nomes esquisitos e profissões originais, outro ainda era uma campeã olímpica, e acima de todos esses figos havia muitos outros que eu não conseguia entender. Vi-me sentada sob essa figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia decidir qual figo escolheria. Queria-os todos, e escolher um siginificava perder o resto. Incapaz de me decidir, os figos começavam a murchar e apodrecer, e um a um caiam no chão a meus pés."

*Trecho do livro "A Redoma de Vidro" de Sylvia Plath.

Amo Sylvia Plath, outro dia falo (ou melhor escrevo) sobre ela.

fevereiro 25, 2009

Sexta-Feira 13

Finalmente fui ao cinema ver o remake "Sexta-feira 13" e amei.

Jason Voorhees esta simplesmente o máximo, esta mais sanguinário do que antes (este foi o filme da série com mais sangue que eu já vi), ele corre, salta, prepara armadilhas e é ferido, o que tornou a coisa toda muito mais realista, além é claro de se mostrar um ótimo caçador, sim Jason (Derek Mears) esta um verdadeiro caçador de jovens perdidos e metido (sim pq eles sempre acabam mexendo nas coisas do Jason).
Este remake do diretor Marcus Nispel, o mesmo que dirigiu o remake do "O Massacre da Serra Elétrica" em 2003, esta muito bom, tem muito suspense, sangue e aquelas cenas clássicas que fazem um bom filme de terror, como corpos que caem quando alguém se aproxima, ou as janelas quebradas por cadáveres arremessados. Óbvio que a saudosa trilha que tantos calafrios produziu não foi esquecida, estava lá ( "ki, ki, ki... ma, ma, ma") para nos lembrar que o maníoco com mascara de hockey e facão na mão está devolta.
Mas além de um ótimo diretor o filme também contou com uma ótima produção que ficou a cargo da Platinum Dunes, de Michael Bay, e com os produtores Brad Fuller e Andrew Form, além de Steve Jablonsky que cuidou de toda a sonoridade do filme, o excelente roteiro da dupla Damian Shannon e Mark Swift, ambos de “Freddy vs. Jason” também contribuiu,pois tudo junto resultou em um magnífico slasher – típico filme de maníaco, estilo de horror – que honra o espírito da série e dá o gancho para um novo recomeço.
Não podemos esquecer dos clássicos estereótipos adolescentes criados pela série tais como o nerd japonês, o playboy loiro, a boazinha com rosto angelical, o herói musculoso, o usuário de drogas, a vadia e o rapper , e dos atores que deram vida as personagens tal como Derek Mears que personificou com maestria o manioco Jason Voorhees. Derek é duble e lutador profissional, e com seus quase dois metros de altura provocou medo em todas as cenas que apareceu.
O filme é ótimo, recomendo a todos os fãs de "Sexta-Feira 13" e mais uma vez, Jason Voorhees teve um merecido recomeço e ficou simplesmente o máximo.

fevereiro 14, 2009


"É apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando... é isso que faz o resto valer."
(Morte dos Perpétuos)

Citação da Morte em uma das revistas de Sandman.

fevereiro 04, 2009

Entrando no Clima...

... da nova novela da Globo, "Caminho das Índias" (sim estou vendo novela, isso pq estou a mais de um mês sem net)Tunak Tunak Tun.