Agosto 31, 2011

Broken Heart


Quem nunca teve o coração partido? Quem nunca levou um fora, ou deu um fora? Quem nunca foi magoado, ou magoou alguém? Acredito que todos já passaram por coisas assim, é o grande aprendizado da vida, em termos de relacionamentos.
O fim de um relacionamento é sempre muito triste e dolorido, mas temos que seguir em frente, continuar com nossas vidas, mesmo que isso nos doa.
Se o nosso coração foi partido, feito em pedaços, precisamos tratar das feridas, juntar os pedaços, colar tudo de novo e nos recompormos, as vezes leva um tempinho para o coração cicatrizar porque doí não estarmos com quem amamos, doí não estar com aquela pessoa que acreditávamos ser a pessoa certa, mas temos que aprender que as vezes, simplesmente, não é para ser e seguir em frente da melhor forma possível.
Então o lema é juntar os pedaços, parar de chorar, levantar e continuar andando sempre em frente, mais forte do que antes porque coração partido cicatriza e volta a bater, de uma forma ou de outra.
Acredite!!!


Maio 23, 2011

Viagem


    Quanto tempo não passo por aqui, aconteceram tantas coisas desde o último post que me perdi no tempo e espaço e deixei pra trás o meu espaço, mas não é o momento para falar dessas coisas, na verdade não sei se quero falar sobre essas coisas.

    Passei aqui para divagar um pouco, enquanto olho pela janela de onde trabalho vejo o movimento incessante de carros na avenida, as luzes dos faróis, a noite caindo lentamente e por alguns segundos tenho a ilusão de que poderia estar em Tóquio, com suas ruas super movimentadas, com seus edifícios cheios de neon e luzes e a vida acontecendo intensamente 24h, e uma vontade louca de entrar em um carro potente, ao estilo velozes e furiosos, e sair dirigindo sem rumo o mais veloz possível, sem se preocupar com nada, apenas o carro, a estrada, a velocidade, a noite e eu, mas então acordo deste pequeno devaneio e me encontro sentada em minha mesa olhando sonhadoramente a avenida movimentada enquanto a noite chega.

Abril 26, 2010

Sorteio de esmaltes Fina Flor

O Blog Bazar Beauté esta realizando um sorteio em parceria com a Fina Flor Cosméticos, são seis esmaltes lindo de morrer de longa duração e secagem rápida.




Vale dar uma conferida!!!

Abril 19, 2010

Novas Coleções de Esmaltes Outono/Inverno

Olhando nos blogs que falam sobre esmaltes vi que a Risqué está lançando uma nova coleção de esmaltes linda de morrer a "Coleção Penélope Charmosa", com cores lindas e com os vidrinhos muito fofos.
As cores são: Renda Charmosa, Momento Penelope, Penélope Charmosa, Pink Vigarista, Atitude Pink, Charminho Lilás, Armadilha Rosa e Apuro Violeta e vão custar R$ 2,75 e devem estar no mercado em maio.


A Impala, também não fica atrás e está lançando várias coleções lindas de morrer. Uma é a coleção "Muito Luxo" inspirada no surrealismo dos anos 20, com 12 esmaltes,sendo 10 cremosos, um cremoso com um toque de pérola e um perolado. As cores são escuras e quentes que sempre transmitem sofisticação e elegância, além dos tons nude, os verdes e azuis.
Os nomes são:
Saia Justa: cereja avermelhado cremoso;
Royal: azul anil cremoso;
Paparazzi: azul marinho perolado;
Nude Clássico: bege cremoso;
Maria Flor: cereja cremoso;
Madame: vermelho escuro cremoso;
L´Amore: rosa escuro cremoso;
Chocolamore: marrom chocolate cremoso;
Café Creme: bege escuro cremoso;
Café Café: berinjela com toque marrom cremoso;
Boneca de Luxo: vermelho cremoso;
Santo Luxo: verde escuro cremoso com toque perolado.
Não preciso dizer que são maras!!!!!



imagem tirada do blog Unha Bonita

A outra coleção é a "Matte Luxo" com 5 cores foscas. Mas não achei muito mais coisa sobre essa linha.



A notícia triste é que ainda não há uma previsão de quando os esmaltes chegarão às lojas.
Vamos torcer para que seja rápido!!!

Abril 15, 2010

Promoção "Coleção Sábado á Noite"


"EU QUERO!!!!"

Achei nesse site uma promoção ótima para ganhar 5 esmaltes lindos, se quiser participar também da uma olhadinha lá.

Abril 14, 2010

Mind the Gap



Temos que ter cuidado com o vão, que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é

Quem já viajou para outros países, especialmente os de idioma inglês, e andou de metrô, já deparou com o aviso que há em cada estação subterrânea. Ou está escrito no chão, ou os alto-falantes avisam: Mind the gap. Significa cuidado com o vão. Não caia. Não dê um passo em falso. Fique atrás da linha amarela. Não avance. Não arrisque cair nos trilhos. Mind the gap. Mind the gap.

Estava eu, numa noite de sábado, assistindo em casa ao filme Notas de um Escândalo, cujo atrativo maior é o duelo de duas grandes atrizes, Cate Blanchett e Judi Dench, quando a personagem da insatisfeita Cate saiu-se com essa frase: “Temos que ter cuidado com o vão. Que é a distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é”.

A distância entre a vida que você sonha e a vida como ela é.

Mind the gap, pois a queda é dolorosa. Mantenha-se com os pés firmes na vida que você tem. Claro que a vida sonhada é determinante para a busca da felicidade, claro que é essa vida “do lado de lá” que nos mantém despertos, claro que o sonho é mais inspirador do que a realidade, porém, cuidado com o vão. É onde a gente se machuca.

O túnel de uma estação de metrô costuma ser recheado de cartazes publicitários. Fotos de ilhas caribenhas para vender cartão de crédito, fotos de mulheres sublimes para vender cosméticos, fotos de casais jovens e apaixonados para vender roupas. Um mundo lindo e perfeito, sem tédio, sem dívidas, sem solidão. Ali, do outro lado do vão.

E a gente olhando tudo isso, parado, em pé, segurando uma mochila pesada, enquanto espera o trem.

Se você está viajando a turismo, se está em outra cidade ou em outro país, de certa forma já está do lado de lá do vão, está vivendo um instante de deslumbramento, em que se encontra longe de casa, longe do trabalho, com algum dinheiro pra gastar, com tempo livre, tirando umas férias da rotina e de você mesmo: não seria essa a descrição perfeita de “a vida que você sonha”?

Férias é sempre um passeio por essa outra vida, a idealizada.

Mas pense bem: imagine uma vida eterna de prazeres, sem hora para dormir nem para acordar, com o mundo bem resolvido, o céu sempre azul, um amor tranquilo, champanhe e caviar dia e noite. Uma semana, um mês, dez anos sem motivos pra chorar, sem um compromisso a cumprir, sem um desafio.

Fazendo essa transferência, consigo me ver estampada nas paredes de uma estação, eu e minha vida de comercial de cartão de crédito, olhando aquela outra mulher na plataforma oposta, em pé, esperando o trem para levá-la a uma reunião de trabalho, a um encontro que pode frustrá-la ou surpreendê-la, a um bairro em que pode estar chovendo, a um acontecimento que deixará seu coração palpitando, e penso que talvez eu continuasse angustiada com a imensa distância que há entre a vida que a gente sonha e a vida como ela é.

Estamos sempre de olho na outra margem, na plataforma de lá. E o vão nunca some.

(Martha Medeiros - Zero Hora do dia 11/04/2010)
 
 
Eu adorei esse texto, caiu como uma luva.

Março 18, 2010

As nuvens, como dizia Baudelaire



Tenho um presente para vocês, o melhor presente de Natal que posso dar: uma história bonita. E com agá mesmo, pois é real, embora pareça mais uma estória naquele sentido de Guimarães, o Rosa. Contei-a só a duas ou três pessoas — trata-se de história meio secreta, discreta, para poucos — e se a conto hoje a vocês é não apenas porque o dia é especial, mas vocês também o são para mim. Acreditem.
Foi um sábado de setembro último. Era um daqueles dias de ventania descabelada da primavera gaúcha, e Déa Martins me convidou para ver o pôr-do-sol na Ponta do Gasômetro, na beira do Guaíba, onde os Oxuns se encontram. Sentamos na grama, ficamos olhando o céu, o rio, o horizonte verde das ilhas. Provavelmente fumei um cigarro, Déa deve ter falado dos problemas de produção com os Paralamas do Sucesso, lembramos de nossa amiga Stella Miranda ou inventamos mais histórias sobre as irmãs Salete, Bebete e Janete. O que quero dizer é que não houve mesmo nada especialmente prévio. Nenhum aviso, nenhuma suspeita. “Aconteceu sem um sino pra tocar”, como no poema do príncipe Péricles Cavalcanti que Adriana Calcanhoto canta e outro dia me fez chorar de beleza. Ríamos muito, isso é sempre o melhor com Déa: ri-se sem parar.
O vento espalhava rapidamente as nuvens pelo céu. Dissolviam-se em fiapos primeiro brancos, depois rosa, depois vermelho cada vez mais púrpura, até o violeta, enquanto o Sol ia-se transformando aos poucos numa esfera rubra suspensa. De repente observei: certa nuvem não se mexia. Apenas uma. Parada, branca, enorme, eu olhei desconfiado. E tinha uma forma inconfundível, qualquer criança veria. Desviei os olhos, falei sem parar, as outras nuvens continuavam a esfiapar-se. Aquela, não. Então, com muito cuidado eu disse: “Déa olha lá aquela nuvem.” Ela olhou. E disse: “Meu Deus, é um anjo.”
Sem gritaria, ficamos olhando a nuvem-anjo. Ninguém mais olhava para ela embora, apesar de discreta, fosse um escândalo.
Quanto às outras nuvens, continuavam a se esgaçar, virando sem parar elefantes, camelos, colinas, nuas mulheres barrocas, como é próprio da natureza das nuvens. Mas aquela, aquela uma não se transformava em nada diferente dela mesma, apenas aperfeiçoava a própria forma. Quer dizer: ficava cadavez mais anjo. Mais tarde, ao chegar em casa,tentei desenhá-la. Olho o desenho agora: a perna direita levemente dobrada, como num plie de dança clássica, a esquerda alongada para trás, num per. feito relevé o corpo se curvando suave para a frente, com o braço esquerdo erguido para o alto e o direito estendido em direção ao Sol. A palma aberta da mão direita se voltava para baixo, como se abençoasse o Sol que partia para o Oriente. Além de anjo, bailarino. E tinha asas, imensas, duplas, quádruplas, múltiplas, espalhadas em várias cores atrás dos cabelos longos. Estava lá parada no céu, a nuvem-anjo, abençoando o sol, o rio, o céu sobre nossas cabeças, a cidade longe.
Quase não falamos. Ficamos até supernaturais, espiamos outras coisas, remexemos nas formigas, namoramos à toa em volta. Vezenquando um espichava o canto do olho para avisar ao outro: “Continua lá”. E assim foi, até que o Sol sumiu, o azul- marinho veio vindo das bandas dos Moinhos de Vento, apareceu a conjunção Vênus-Júpiter em Escorpião. A nuvem? Continuava lá, imóvel. E sozinha. O vento era tanto que todas as outras tinham desaparecido, sopradas para Tramandaí, Buenos Aires, Montevidéu. Só restava ela, a nuvem-anjo, abençoando os últimos raios dourados. Começou a esfiapar-se também apenas quando levantamos para ir embora. Ao chegarmos ao carro, não havia mais nada além de estrelas no céu imenso da Lua quase cheia em Aquário.
Pensei: “Glória a Deus sobre todas as coisas”. Foi o único pensamento que me veio. Nem era direito pensamento, parecia mais uma oração.

Caio F. Abreu - O Estado de S. Paulo, 2/12/1994
Tirado daqui.