novembro 18, 2007

Prazer Mortal


Ele entrara no bar, dera uma rápida olhada pelo ambiente quando seus olhos se fixaram na ruiva sentada no balcão do bar perto da mesa de sinuca.
Ela era uma bela mulher, estava sentada em um banco alto, com um braço apoiando a cabeça e com a mão livre mexia distraidamente a cereja em seu Martini.
Ela era deslumbrante, a pele era muito branca e sedosa, os longos cabelos vermelhos, tão vermelhos quanto o sangue, macios e lisos lhe caiam pelas costas alvas, os olhos verdes brilhavam como duas esmeraldas. Seu corpo era esbelto e o vestido preto comum longo decote que revelava suas costas lhe dava um ar de diva.
Ele se aproximou, pediu uma Guinness ao barman e assim que tomou o primeiro gole da cerveja, ouviu uma voz doce e suave, levemente rouca, algo que o hipnotizou no mesmo instante. Ele procurou de onde vinha aquela voz, quando para seu espanto, notou que vinha da bela mulher que estava ao seu lado.
Ele olhou para ela, notou os lábios levemente rosados, mas os olhos, os olhos o prendiam, aquele brilho, era maravilhoso, ela era maravilhosa, ele podia ficar horas a admirá-la, a olhar aqueles olhos verdes sem fim.
Ela falou novamente, dizendo o seu nome e a voz daquela mulher lhe abraçou, lhe despertou todos os sentidos, e o seu perfume, doce, lembrando baunilha, lhe envolveu, trazendo imagens a sua mente daquela bela mulher nua em sua cama.
Eles conversaram por um bom tempo. Ele guardava todos os movimentos dela, ele estava enlouquecendo, não sabia o que estava lhe acontecendo, nunca havia sentido tamanho desejo por uma mulher como senti por ela. Toda vez que ela se movia ele sentia o seu cheiro e tinha vontade de beijá-la, de beijar aquela boca levemente rosada e tão convidativa. Foi em meio a estes devaneios que ele percebeu que ela lhe fitava com os belos olhos verdes brilhantes e um leve sorriso nos lábios.
Ele se desculpou e pediu para que ela repetisse o que acabará de dizer, ela se inclinou suavemente sobre o balcão, e esse movimento vez com que o seu perfume o envolvesse completamente, descruzou e cruzou as pernas bem torneadas, mexeu levemente no cabelo, fixou seus grandes olhos nos deles e com a voz mais doce do mundo o convidou para ir a sua casa.
Ele imediatamente aceitou o convite e quando se deu por conta já estavam no apartamento dela, em seu quarto e ela lhe beijava a boca com vigorosamente e ambos com muita ansiedade tiravam as roupas um do outro.
Ele não acreditava no que estava acontecendo, não acreditava que iria para cama com uma mulher daqueles, com uma mulher extremamente bela. Ele pensava que aquilo tudo era um sonho, quando ela lhe jogou na cama fofa e negra, devido às lençóis de seda negros, e com uma agilidade espantosa começou a percorrer todo o seu corpo com os lábios e a língua. Ele estava delirando.
Quando quis colocá-la na cama, ela não deixou, segurando os seus braços acima de sua cabeça com uma força que ele jamais imaginou que uma mulher pudesse ter. Ela estava em cima dele e lhe olhava nos olhos e quando ela se inclinou para beijá-lo ele notou que a pele dela estava um pouco fria e parecia muito mais branca do que lembrava, seus lábios outrora levemente rosados, agora estavam levemente sem cor. Mas o que mais o assustou foi olhar nos olhos dela e perceber um brilho vazio, quase insano em seu olhar.
Ela lhe beijava a boca, dando leves mordidinhas em seus lábios, ele estava gostando novamente, eles já estavam fazendo sexo e o sexo ficava cada vez mais vigoroso. Ele estava chegando perto de gozar e quando não estava mais agüentando de prazer, ele olhou para ela, viu um sorriso nos lábios, agora sem cor, e notou os dentes brancos e pontudos, mas já era tarde para parar e ela já se inclinava sobre ele e sussurrava em seu ouvido com aquela voz doce e suave – Pode gozar meu bem! – e lhe cravava os dentes frios e letais em seu pescoço, sugando seu sangue, sugando sua alma, enquanto ele gozava freneticamente.
Ele não sentiu nenhuma dor enquanto ela lhe drenava o sangue, pois o prazer que sentira havia sito muito forte, o maior que já havia sentido em toda a sua vida. Morreu com um sorriso no rosto.


(By Lé)

6 comentários:

Moni disse...

sem palavras...

Marcio Fiorino disse...

ufa.....

Marcio Fiorino disse...

ok, ok....vamos melhorar o comentário...é por momentos como esses que invejo lestat.....ser um vampiro, pensando racionalmente...vejamos...só vive a noite, nada de sol, alimentar-se apenas de sangue....porém......se tiver qeu ocorrer, muito obrigado lé, já sei que maneira quero...que mané ver o nascer do sol uma última vez....eehehehehhee.....
faltou a trilha sonora de fundo....simpathy for the devil...


bjos!!!

Solon disse...

=8O

Mari Thomé disse...

Bah...
Hum...
Só bah mesmo. Não sei o que dizer...

Me faz lembrar que ler Anne Rice faz um bem pra minha vida sexual...

Sei lá.

Guiga disse...

Isso só comprova que homem prefere morrer a deixar de foder uma qualquer que encontrou num bar!
E comprova que ruivas são poderosas...né, Lé?