maio 17, 2008

O Sutra do Coração (Po-jo Hsin-ching)

Quando o bodhisattva Avalokiteshvara praticava profundamente a perfeição da sabedoria, viu claramente que os cinco agregados [forma, sensações, percepções, vontade, consciência] são vazios. Assim libertou-se de todas as tristezas e sofrimentos.

Ó Shariputra, a forma não é diferente do vazio, o vazio não é diferente da forma. A forma é somente o vazio, o vazio é somente a forma. As sensações, percepções, vontade e consciência também são assim.

Ó Shariputra, todos os fenômenos são vazios. Não aparecem nem desaparecem, não são impuros nem puros, não crescem nem diminuem. Portanto, no vazio não há forma, sentimento, percepção, vontade, consciência; não há olho, ouvido, nariz, língua, corpo, mente; não há cor, som, odor, sabor, tato, fenômeno; não há [reino dos sentidos, desde] o reino da visão até o reino da mente; não há [elos da existência dependente, desde] a ignorância e o fim da ignorância até a velhice-e-morte e a fim da velhice-e-morte; não há [as verdades sobres sobre] o sofrimento, a origem, a cessação, o caminho; não há sabedoria, nem ganho, nenhum ganho.

Sem o que ganhar, o Bodhisattva permanece na perfeição da sabedoria e não tem obstáculos em sua mente. Sem obstáculos e, portanto, sem medo, ele fica bem distante das delusões; isto é o nirvana. Todos os Buddhas dos três tempos, através da perfeição da sabedoria, alcançam a a iluminação insuperável, completa e perfeita.

Portanto, saiba que a palavra da perfeição da sabedoria é uma palavra de grande divindade, uma palavra de grande sabedoria, uma palavra insuperável, uma palavra inigualável, capaz de eliminar todo sofrimento; isto é verdade, não é mentira. Então, proclame a palavra da perfeição da sabedoria, a palavra que diz:

Gate Gate Paragate Parasamgate Bodhi Svaha

Este é o Sutra do Coração da Sabedoria.

(Tirado do site Ecos do Silêncio).

2 comentários:

Guiga disse...

Ai, não entendi nada!

Moni disse...

nem eu!